quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

APRESENTAÇÃO

NOVO SITE DA JPVIANA.

VISITA

NOVA EQUIPA

JP VIANA



Juventude Popular do Viana do Castelo foi a votos no dia 20 de Janeiro de 2010 para eleger os seus novos dirigentes concelhios.
Num acto eleitoral com grande aderência às urnas foi eleita a lista A,com o lema, "UMA JP DE E PARA TODOS" liderada por Carlos Meira, Elsa Lima Rolo, João Matos, e Ricardo Gorito Meira com 45 votos a favor e uma abstenção.

Os novos órgãos concelhios da Juventude Popular de Viana:


Comissão Politica Concelhia


Presidente: Carlos Meira
Vice-Presidente: Elsa Lima Rolo
Vice-Presidente: Joao Matos
Vice-Presidente: Ricardo Gorito Meira
Secretário-geral:Tiago Natario
Vogal: Ana Bachmann
Vogal: Ana Matos
Vogal: Carina Ribeiro
Vogal: Jorge Longarito
Vogal: Eduardo Caldas
Vogal: Bruno Sousa

Mesa do Plenário Concelhio


Presidente: Diogo Viegas Meira
Vice-Presidente: Ana Raquel Almeida
Secretario: Carlos Marinho

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


INICIO DAS JORNADAS PARLAMENTARES
DO CDS-PP
EM VIANA DO CASTELO













"Portugal não pode perder os Estaleiros Navais de Viana do Castelo"

- Paulo Portas

Arrancaram em Viana do Castelo, esta segunda-feira , as Jornadas Parlamentares do CDS-PP dedicadas à economia e pobreza, os trabalhos começaram com uma visita aos Estaleiros de Viana do Castelo. O líder do CDS-PP, Paulo Portas, mostrou-se preocupado com a situação da empresa e afirmou que “Portugal não pode perder os Estaleiros Navais de Viana do Castelo” e que se isso acontecer, a única alternativa é “comprar no estrangeiro”. O antigo ministro da Defesa diz que a os Estaleiros Navais de Viana do Castelo são “essenciais” e têm de ser “viavéis”.
As Jornadas Parlamentares do CDS-PP incluiram ainda, em Viana do Castelo, a realização de uma conferência sobre “o grande desafio marítimo português do século XXI, com o presidente da estrutura de Missão para a extensão da plataforma continental, Manuel Pinto Abreu. O Mar esteve em destaque num debate sobre a possibilidade de Portugal aumentar a sua capacidade de influência sobre este recurso, que de acordo com o CDS-PP, representa uma “indústria de futuro para o país”.
Written by Rubina Jassat

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010



RENASCEU A JP DE VALENÇA
No dia 24 de Janeiro de 2010 foi eleita a nova Comissão Política de mais uma concelhia no Alto-Minho. Desta vez a JP conta com uma estrutura em Valença do Minho, liderada por Renato Moreno que discutiu um conjunto de ideias e projectos com o Secretário-Geral da JP. Foi também inaugurado o novo website da JP de Valença, que aderiu ao projecto nacional de sites concelhios e que poderá a partir de hoje ser visitado através do endereço: http://valenca.juventudepopular.net/

JP Ponte de Lima

Foi eleita no dia 23 de Janeiro de 2010 a nova Comissão Política Concelhia da Juventude Popular de Ponte de Lima. Abel Francisco Baptista volta a liderar a estrutura minhota e contou no dia da sua eleição com a presença do Secretário-Geral da JP, Eric Rodrigues, do Coordenador Distrital de Viana do Castelo, Carlos Morais Meira e do Vereador da Juventude e militante da JP, Miguel Pires da Silva. As eleições foram realizadas no Hotel Império do Minho, onde também se realizou uma reunião para discutir a implantação da estrutura da JP no Alto Minho.

CDS-PP: PIDDAC 2010

"é mais um castigo para os alto-minhotos"


Written by Ivone Marques
27-Jan-2010 às 14:43

O Alto Minho foi, “mais uma vez, votado ao abandono”. É este o comentário do deputado do CDS-PP eleito por Viana do Castelo, Abel Baptista, em relação ao PIDDAC para 2010. Abel Baptista traça um termo de comparação com distritos como, por exemplo, o de Lisboa, para chegar à conclusão que o Governo decidiu mais uma vez impor “um castigo” aos alto-minhotos, numa altura em que a situação do distrito é já muito complicada.

Abel Baptista lembra que, embora o investimento desça em todo o país, no caso de Lisboa a quebra vai dos 400 milhões de euros para 327 milhões, enquanto que Viana do Castelo passa dos 42 milhões para menos de 6 milhões de euros. Entende que o PIDDAC deveria servir para apoiar as regiões mais desfavorecidas mas que, o que se verifica na prática, é que regiões como Viana do Castelo acabam por ser as mais penalizadas com os cortes governamentais. Daí classificar o PIDDAC 2010 como mais uma “decepção para os alto-minhotos”.


Portas propôs ao governo cortar salários dos políticos e dos gestores públicos

por Ana Sá Lopes, Publicado em 27 de Janeiro de 2010 | Actualizado há 17 horas
A proposta do CDS pretende dar autoridade ao executivo para forçar a contenção. A contrapartida seria um aumento real nos salários mais baixos dos funcionários públicos.
Durante as negociações para o Orçamento do Estado, o PSD apoiou o aumento zero para a função pública, atendendo ao estado do défice, mas o CDS propôs uma alternativa: um aumento real dos salários mais pequenos da função pública (abaixo de 800 euros) e, para compensar, um corte nos vencimentos dos políticos como o Presidente da República, o primeiro- -ministro, os membros do governo e os deputados - e também dos gestores públicos. O governo não deu resposta, por enquanto, à proposta dos centristas.

O argumento utilizado pelo CDS foi que seria necessário, para o governo, "autoridade" para pedir agora contenção. E a autoridade governamental ficaria mais reforçada para impor sacrifícios se começasse por "dar o exemplo". Não seriam os cortes nos salários dos políticos e dos administradores das empresas públicas e dos institutos públicos a solucionar o problema do défice nacional, mas, conforme defendeu a delegação centrista aos encontros com o governo, a medida "exemplar" poderia minorar o impacto que necessariamente acontecerá com aumentos reais de nível zero na função pública.

Os centristas defenderam, junto do governo, que o aumento do ano passado, quando a inflação foi negativa, tinha sido "eleitoralista" e, também por isso, o governo teria neste momento um problema de autoridade para impor a contenção e o rigor. Luís Queiró afirmou insistentemente que a discriminação positiva dos salários mais baixos era fundamental para conseguir impor esta política e foi recordado que, quando Manuela Ferreira Leite era ministra das Finanças, no governo PSD/CDS, o congelamento dos salários só afectou os mais altos. É aí que o CDS sugere que, se o governo não optar por discriminar positivamente os salários mais baixos, deveria dar o exemplo "de cima".

A questão do aumento zero para a função pública irá dominar as negociações na especialidade do Orçamento do Estado. Os partidos à esquerda previsivelmente irão apresentar propostas de alteração para que os vencimentos de fim de escalão não sejam abrangidos pela "tolerância zero". Se o PSD se juntar ao CDS e à esquerda e admitir a discriminação positiva dos salários menores, prefigura-se mais uma "coligação negativa".

Na segunda-feira, ao anunciar a abstenção do seu partido ao Orçamento do Estado, Manuela Ferreira Leite afirmou apoiar a contenção dos salários da função pública: "Se essa for uma das medidas do governo, o PSD tem de ser coerente com o seu voto", afirmou Manuela Ferreira Leite, antes de Teixeira dos Santos apresentar as linhas gerais do Orçamento do Estado à imprensa e anunciar que não haveria "aumentos reais" para os funcionários públicos.

Recorde-se que os sindicatos da função pública pediam aumentos entre 2,5 e 4%. No ano passado, o aumento foi de 2,9%, mas com a queda dos preços acabou por se transformar num aumento real de 3,7%. Em 2007, quando o aumento salarial foi de 2,1%, abaixo da inflação, a UGT e a CGTP juntaram-se numa greve geral que "fechou" a função pública.

Espera-se grande contestação ao "aumento real zero". Ontem, em declarações ao i, a dirigente da Frente Comum da Função Pública (ligada à CGTP), Ana Avoila afirmava que "ninguém vai ficar parado": "Vamos continuar a lutar. Já está marcada uma grande manifestação nacional para 5 de Fevereiro."

O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picanço, afirmou que 2010 será "um ano de tensão" entre trabalhadores e governo. Os trabalhadores sentem- -se, segundo Bettencourt Picanço, ligado à UGT, "defraudados". As declarações do ministro das Finanças foram "a confirmação de uma aposta na perda do poder de compra dos trabalhadores".

O ministro das Finanças aposta no controlo do défice, começando "com uma redução significativa" em 2010. O aumento zero insere-se na estratégia de controlo das contas públicas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Idoso vive abandonado no restaurante fechado pela ASAE

00h37m

ANA PEIXOTO FERNANDES

Joaquim Carvalho foi durante três décadas o proprietário do restaurante mais conhecido de Viana do Castelo. Há seis meses, a ASAE fechou-lhe a casa por alegadamente não ter condições. O desgosto levou o empresário para o desleixo, abandono e miséria.

Foi dos anos 60 aos 80 o salão de festas mais badalado da região de Viana do Castelo e o restaurante predilecto de várias gerações pela sua localização à beira mar, em Afife. Fechado há pouco mais de seis meses pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o estabelecimento conhece agora a decadência. O proprietário, Joaquim Carvalho, vive lá dentro, abandonado a si próprio e em condições degradantes.

"Não quero sair daqui de maneira nenhuma. Daqui só para o cemitério", diz Joaquim Carvalho, que aos 71 anos atravessa o pior momento da sua já longa vida. Sozinho no seu restaurante "Praia", vive no limiar da miséria humana.

Sem água, aproveita a da chuva em três bacias colocadas nas traseiras do estabelecimento, onde tem um pequena casa, prestes a ficar sem luz eléctrica. As últimas facturas tem sido pagas graças à caridade alheia. Sem tomar banho há mais de dois meses e deprimido até à medula, começou recentemente a receber apoio e refeições do Centro Social e Paroquial de Afife, depois de a instituição ter sido alertada por um vizinho.

Quase não fala por desgosto

"Quando cheguei aqui, isto estava num estado deplorável. As louças todas acumuladas, não se podia entrar na cozinha com o cheiro. Na altura ainda havia água e limpamos. Agora todas as semanas vimos fazer limpeza, levamos roupa para lavar e todos os dias lhe trazemos comida. Para lavar a louça usamos água da chuva. Esta é uma situação de abandono, porque ele tem cinco filhos", conta Luísa Rocha, auxiliar no centro que presta apoio a Joaquim Carvalho, curiosamente seu antigo patrão. "O encerramento foi um desgosto para toda a gente porque isto era muito conhecido, mesmo por espanhóis".

Manuel Laranjo, comerciante de Afife da geração de Joaquim, foi quem procurou ajuda para o proprietário do estabelecimento. "Não é nenhum bicho que está aqui, é um ser humano. Tem de haver alguém que se interesse", diz revoltado. Em jovem, Laranjo chegou a ser porteiro no "bar da praia". "Era a única casa aqui na região. Chegamos a meter 700 pessoas. Vinha gente de todo o lado para a festa", recorda, lembrando que na altura cobrava de entrada "50 escudos aos homens e 20 às mulheres, uma fábrica de fazer notas".

Hoje, Joaquim quase não fala. Quando tenta as palavras, embarga-se-lhe a voz. "Uma casa destas...não tenho explicação", repete, enquanto mostra o estabelecimento, que se apresenta tal e qual estava no dia em que a ASAE lhe fechou a porta. Centenas de pratos com restos de comida amontoam-se na bancada da cozinha. O cheiro é nauseabundo. Há pouco tempo, foram retiradas dali arcas frigorificas cheias de peixe e carne podre. O proprietário vestido com um robe, percorre os espaços, arrastando os pés metidos nuns chinelos de quarto. "Valha-me Deus", chora.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Daniel Campelo. "O que temos hoje é um Parlamento amestrado"





A marcação da entrevista revelou um Daniel Campelo pouco interessado em falar sobre o famoso "Orçamento Limiano". Mas aceitou o repto e convidou os jornalistas a comparecerem na reserva ecológica da área protegida das Lagoas, em Ponte de Lima. Na hora marcada, chegou no seu jipe, desceu e disse sorridente: "Esta é que é a verdadeira história do Orçamento Limiano." O espaço a que agora dedica todo o seu tempo como director - depois de ter abandonado a presidência da Câmara Municipal de Ponte de Lima, que ocupou durante 16 anos -, é apontado pelo próprio como "a jóia da coroa" dos seus mandatos. Mas o arranque do projecto só foi possível devido à intervenção do então ministro do Ambiente, José Sócrates, que, após uma visita ao local, assinou em 30 dias o despacho que "permitiu construir a melhor área protegida do país". Foi o início de uma relação de proximidade entre Campelo e Sócrates, que meses mais tarde se transformou numa porta de entrada para a viabilização do Orçamento do Estado para 2001, proposto pelo governo minoritário de António Guterres: Sócrates foi "um interlocutor privilegiado" nas negociações para definir um caderno de encargos que levasse os deputados de Viana do Castelo a subscrever o Orçamento. Numa fase inicial, Daniel Campelo teve a companhia de um deputado do PSD. Mas acabou por viabilizar o Orçamento sozinho. Resistiu às pressões no CDS e venceu o impulso de se demitir dos cargos de deputado e de presidente da Câmara de Ponte de Lima. Hoje olha para trás com o sentimento de que valeu a pena: "Voltaria a fazer o mesmo. Talvez tivesse outros cuidados de linguagem, mas voltaria a fazer o mesmo porque acho que fiz bem." Hoje, defende, "os deputados não podem ser marionetas dos partidos".

Gosta de queijo?

Gosto de queijos com alma. Portugal tem bons queijos, mas só gosto dos que têm alma. Não gosto de queijo flamengo.

Que sente por ter ficado para a história política como o homem do orçamento do Queijo Limiano?

Só aconteceu por força da apetência dos jornalistas para a notícia mais sensacionalista ou caricata. Na altura, como eu tinha feito uns meses antes, uma greve de fome, na sequência de divergências quanto à marca Queijo Limiano, acabaram por fazer a ligação fácil ao Queijo Limiano, associando-o ao Orçamento que ajudei a aprovar. Mas esse Orçamento do Estado incluía coisas muito mais sérias, profundas e estruturadas para o desenvolvimento da região e para a correcção das assimetrias que eram ainda muito fortes na altura.

Como surgiu essa disponibilidade para viabilizar um Orçamento do Estado de um governo PS, numa altura em que era deputado do CDS?

Na altura, a verdade é que todos os partidos queriam que esse Orçamento passasse, mas ninguém queria votar para não ter o ónus da sua viabilização. Sabendo disso, e sabendo também que outros deputados da região criticavam o obscurantismo a que os governos tinham votado o distrito de Viana do Castelo, decidimos votar esse Orçamento do Estado [OE] a troco do mero cumprimento das promessas do governo para a região. Nunca exigimos nada que não fosse devido e que não fosse natural, pois eram intenções que transitavam sucessivamente de ano para ano nos OE e nas intenções dos governos. Só exigimos isso.

Contactou então o governo de Guterres para viabilizar o OE.

Fiz saber da minha disponibilidade para votar nessas condições, o governo respondeu e concordou... portanto votei.

E quais eram as grandes linhas desse caderno de encargos que apresentou ao governo de Guterres?

Eram um conjunto de acessibilidades rodoviárias e portuárias e um pacote de incentivos às zonas do interior mais desfavorecidas. Não eram coisas diabólicas ou muito especiais. Eram apenas coisas que os governos inscreviam sucessivamente nos seus OE e nunca cumpriam.

Entre elas a criação desta área protegida das Lagoas, em Ponte de Lima?

Não. Este espaço resultou de um convencimento feito meses antes directamente ao então ministro do Ambiente, José Sócrates, que em boa hora fez aquilo que nenhum outro ministro do Ambiente tinha feito. Todos tinham visitado este espaço e manifestado grande admiração, mas não tomaram a iniciativa de o classificar. José Sócrates fez em 30 dias a portaria para a sua classificação. Foi aí que ele conquistou também uma parte da admiração, amizade e confiança que lhe permitiu depois ir mais longe quando se considerou oportuno. No fundo, a minha aproximação a esse governo resultou da eficácia na classificação desta zona como área protegida e, mais tarde, da aprovação de financiamentos que permitiram construir aqui a melhor área protegida do país.

José Sócrates foi depois um intermediário nas negociações com Guterres?

Foi um interlocutor privilegiado só por causa disso: tinha criado uma boa imagem no distrito de Viana do Castelo, até porque também conseguiu resolver o problema dos aterros sanitários nesta zona, como fez um pouco por todo o país. Ou seja, gerou uma empatia e uma confiança na sua eficácia, não apenas na Câmara de Ponte de Lima, mas em todas as câmaras do distrito. Isso foi confessado por todos. Mas a verdade é que foi nesta classificação de zona de área protegida que pode dizer-se que começou a viabilização desse "Orçamento Limiano". Acabou por ficar com esse nome apesar de os apoios para uma nova fábrica de queijo em Ponte de Lima, incluídos nessa negociação, nunca terem resultado em nada por não terem aparecido empresários interessados em investir.

Numa fase inicial tinha mais apoios entre outros deputados da região. Mas acabou por viabilizar o OE sozinho. Que aconteceu?

Tinha sido tomada uma decisão de grupo no seio da associação de autarcas do distrito, onde se desenhou inicialmente a hipótese de viabilizarmos o Orçamento. Depois acabei por ficar sozinho, porque outro deputado do PSD decidiu recuar nas suas intenções.

Nunca hesitou?

Houve momentos em que as pressões foram de tal ordem que hesitei e ponderei até demitir-me de deputado e presidente de câmara. Mas outras pessoas fizeram-me ver que isso seria um erro e seria fugir pelo sítio mais fácil. Resolvi não fugir e enfrentar a situação.

Como reagiu Paulo Portas?

Já é conhecido: reagiu mal! Mas eu acho que é compreensível. Uma coisa era se eu tivesse viabilizado o OE em conjunto com outro deputado de outro partido. A imagem seria de um voto regional, tal como tem acontecido várias vezes com o voto da Madeira. Mas, como fiquei sozinho, essa viabilização passou a ser resultado de um voto individual de alguém que pertencia a um partido. Obviamente tudo isso caiu em cima de mim, mas não me importei muito.

Saiu do CDS, regressou depois com Ribeiro e Castro. Como está hoje a sua relação com Paulo Portas?

Está normal. As pessoas depois vão interiorizando as coisas. Sempre fui a favor de uma obediência aos eleitores e aos compromissos que assumimos com os eleitores. Mas há pessoas que acham que a obediência ao directório partidário é mais importante e dão-lhe preferência. Nunca concordei com isso e sempre achei que a política só tem sentido quando tem utilidade para as pessoas que nos elegem. Tive a oportunidade de ser útil para as pessoas que me elegeram e não a desperdicei.

Seria, portanto, favorável a uma alteração na lei eleitoral portuguesa, para os círculos uninominais?

Sim. Era a única forma de impedir que deputados se candidatem e depois se demitam antes de tomar posse. Ou outros que assumem compromissos com as pessoas, mas depois não querem saber e votam aquilo que os obrigam a votar. É óbvio que os ciclos uninominais obrigam a um diálogo muito mais profundo dentro dos partidos. Mas há pessoas que não querem diálogo, querem é centralizar. O país já é centralista e depois querem também centralizar a governação. Os ciclos uninominais obrigariam os partidos a ter mais cuidado na escolha dos deputados, a escolher com mais qualidade e a ter muito mais cuidado com os compromissos que assumem com os eleitores. O que se passa agora é que os deputados não votam em função da sua região, mas, sim, em função do que decide o partido. Isso tem de ser feito de forma mais clara, até para haver uma maior responsabilização dos eleitos perante o eleitorado.

Sentiu-se ostracizado no CDS?

Nunca me senti ostracizado. Até senti muito apoio de pessoas do partido, algumas delas até pertenciam à direcção. O que aconteceu foi mais uma questão de incomodidade política perante os cenários políticos da altura. Mas, a partir do momento da minha votação, o país passou a reflectir muito sobre as reais obrigações de um deputado. Aliás, houve vários comentadores que escreveram sobre isso e acho que a maioria até defendeu a minha posição. Há hoje necessidade de tornar a política muito mais autêntica e tentar encontrar soluções para que as pessoas confiem mais nos deputados que elegem. Os deputados não podem estar só a votar para um directório em Lisboa que decida tudo. Os deputados não podem ser marionetas de um secretário-geral ou de um presidente de um partido.

Acha que é o que temos hoje na Assembleia da República?

Completamente! O que temos hoje é um Parlamento amestrado em que os deputados não têm nome ou autonomia e em que os deputados por si só não valem nada. Isso é mau para a democracia. É normal que se vote em consonância com as orientações das bancadas, porque há princípios comungados por todos os deputados eleitos por um partido. Mas naquele momento específico achei que era uma hipocrisia o que estava a acontecer, porque todos os partidos queriam que aquele Orçamento fosse aprovado. Todos! Da mesma forma que está agora a acontecer uma hipocrisia, porque todos os partidos da oposição estão a criar condições para que não tenhamos um governo estável. Portanto, arriscamo-nos a ter eleições antecipadas porque há falta de diálogo entre os deputados e entre os partidos. Ou seja, há hipocrisia porque ninguém quer eleições antecipadas, mas andam todos a falar e a fazer exigências, além de termos uma oposição a aprovar medidas avulsas fora do OE e contra o sentido de governação da maioria. Acho que é demasiado arriscado, e até um pouco irresponsável, que os partidos aprovem à força medidas que o governo não está disposto a cumprir.

Acha que há um braço-de-ferro que tem pouco a ver com os interesses do país?

Exactamente. Esse jogo tem mais a ver com os interesses partidários de criar dificuldades à governação, de mostrar serviço ou fazer aquilo de que o povo gosta. Mas às vezes é preciso fazer as coisas de que o país precisa e não aquilo de que o povo gosta. O momento económico do país é grave. Não estamos em hora de floreados mas, sim, em hora de decisões e de grandes responsabilidades.

O Presidente da República tem repetido os apelos para que acabem as querelas partidárias. Acha que é mesmo possível acabar com elas?

Há anos que digo isso. Portugal tem uma lógica de governação que pensa muita na estratégia dos partidos e pouco na estratégia do país. E isso nota-se em todos os partidos.

Se estivesse hoje na Assembleia da República teria defendido uma coligação de governo entre o PS e o CDS?

Completamente. E provavelmente não tinha votado algumas coisas, como a extinção do PEC, antes de assegurar uma negociação de profundidade para o futuro. Votar coisas avulsas sem tentar negociar uma estabilidade profunda não é responsável.

Mas o eleitorado entenderia que depois de um combate tão cerrado de Portas a Sócrates os dois se unissem no governo?

Uma coisa é criticar uma decisão. Outra coisa é depois conseguir vencer barreiras em nome do interesse nacional. Mas aí também é óbvio que o governo tem de criar condições para que isso aconteça. Não pode continuar a governar como se tivesse maioria. No fundo, o que os partidos têm de entender é que a responsabilidade é de todos. Agora parece que a poeira está a começar a assentar e que pode haver entendimentos. Vamos ver o que acontece.

Acha que este governo minoritário tem condições para chegar ao fim da legislatura?

No esquema que há em Portugal acho que não tem. Se os partidos mudarem a sua forma de trabalho e agirem apenas com um horizonte de eleições dentro de quatro anos, pode ter essas condições. Mas olhando para a tradição e para a ânsia dos partidos no geral, acho que vai ser muito difícil acabar esta legislatura. Embora o desejável fosse que o governo pudesse chegar ao fim.

Ficou a conhecer bem José Sócrates durante a altura do "Orçamento Limiano"?

Conheço alguma coisa, dentro daquilo que foi um trabalho entre um autarca e um membro do governo. Acho que é um indivíduo determinado, um lutador, que tem uma grande capacidade de resistência e de trabalho.

Concorda com o rótulo de arrogante?

Não sei. Também me acusaram muitas vezes de ser arrogante enquanto presidente de câmara, por ter ideias e às vezes não abdicar delas. As pessoas tendem a interpretar isso como arrogância. Mas não considero que essa arrogância seja uma característica predominante em Sócrates. Acho que é mais a determinação e que as pessoas podem confundir as coisas. Mas acho que um político não pode fazer só a vontade ao povo, se não deixa de ser líder e passa a ser liderado. Só que, como dizia Kissinger, também não pode andar tão longe do povo que o povo não o veja. Tem de haver um equilíbrio. O país precisa de estadistas, de gente que resista à tentação do serviço partidário acima do serviço ao país. Há já muito tempo que Portugal não tem estadistas. Raramente aparece um ministro com essa determinação e, quando aparece, alguém trata de o queimar logo. Normalmente os ministros mais responsáveis nas questões do interesse nacional são os mais facilmente queimados quer pelas oposições, quer pela comunicação social, quer pelos partidos a que pertencem.

Tem algum exemplo em mente?

Tenho. O ministro da Saúde Correia de Campos e a ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues. Eram do melhor que o último governo tinha, mas não foram populares. Porque é essa a mentalidade portuguesa e em grande parte da comunicação social, que também é responsável por aparar esse jogo da oposição, dos sindicatos e dos interesses corporativos. Hoje toda a gente percebe que o que a nova ministra da Saúde tem feito é a continuação do trabalho iniciado por Correia de Campos. Fá-lo é com algum low profile, mas a parte difícil do trabalho já estava feita. O que aconteceu foi que houve interesses corporativos, mesmo dentro do PS, que levaram a que esses ministros não lhes servissem, pelos incómodos que causaram. É uma lógica negativa, porque faz com que as políticas de contentamento se sobreponham às políticas de Estado.

Era favorável a um pacto de regime para os próximos anos?

Sim, sempre defendi que, num momento destes em que não há minoria, deveria haver uma coligação forte. O país exige-o. Fosse um bloco central, fosse outro entendimento mais alargado. As pessoas não podem estar mais preocupadas com o verbo do que com a acção no país.

Retirou-se entretanto da política activa. Não pondera voltar?

Antes da última autárquicas decidi não me recandidatar à Câmara de Ponte de Lima, depois de 16 anos na presidência. Apoiei a solução vencedora, fiz apelo às pessoas para confiarem nela e acho que Ponte de Lima tem o seu governo em boas mãos para os próximos quatro anos. Agora, sempre disse que admitia continuar vivo na política para coisas de que goste, para coisas que saiba ou para coisas em que as pessoas me queiram.

Falou-se numa possível candidatura à Câmara de Viana do Castelo.

É pouco provável, mas não é impossível. Não quero fechar a porta a nada. O que quero é continuar a ser um cidadão útil à minha comunidade e à sociedade, envolvendo-me em projectos interessantes fora da política. Mas se um dia for chamado de volta à política, e se isso for do meu gosto e útil aos propósitos do que eu considero uma cidadania activa, não fecho a porta a essa possibilidade.

Já disse que queria travar um combate pela regionalização.

Não tenho dúvida nenhuma que o problema maior que Portugal atravessa hoje é não ter regiões e não ter uma organização regional. Temos um movimento municipalista forte, mas que tem o problema de não ter escala. Os municípios entraram numa situação em que vão começar a gastar dinheiro inútil, tal como as juntas de freguesia. Neste momento eu advogo a criação de regiões e a extinção das juntas de freguesia. Já cumpriram o seu papel, foram úteis, mas devem dar agora lugar a uma escala de trabalho mais alargado ao nível municipal, sendo que os municípios devem abdicar de parte das suas competências - e o governo de muitas - para uma estrutura regional que possa potenciar as capacidades de cada região. Se o país não reflectir seriamente sobre isto, durante esta legislatura, o país não conseguirá avançar para os tais projectos estruturais que o mantenham numa rota de futuro. Essa deveria ser a primeira coisa a discutir no país e não estas coisas dos casamentos homossexuais.

É contra as causas fracturantes da esquerda?

São coisas para divertimento. O país precisa é de enfrentar as causas reais do seu atraso. Não me perturbam nada essas causas, mas são coisas marginais que só interessam a meia dúzia de pessoas e que entretanto vão entretendo o país na discussão dessas causas que poderiam ser seguramente discutidas, mas que não são as causas principais do país. Até parece que o problema principal do país é haver pessoas do mesmo sexo que não se podem casar. Isso é ridículo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

10 razões para um referendo

Pedro Pestana Bastos


1. Sabia que não existe um único país no mundo onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo tenha sido instituído sem que não esteja igualmente consagrado o acesso à adopção por casais homossexuais?
2. Sabia que um estudo da CESOP (Universidade Católica) revela que mais de 40 por cento dos eleitores que se consideram simpatizantes do PS declaram-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
3. Sabia que as sondagens efectuadas até hoje indicam que os portugueses maioritariamente são a favor de um referendo sobre a matéria e contra a redefinição do conceito de casamento
4. Sabia que existem organizações de promoção de direitos dos homossexuais que não defendem a redefinição do conceito de casamento?
5. Sabia que as questões concretas que são reclamadas pelos homossexuais têm várias soluções jurídicas, maioritárias no mundo ocidental, e que não passam pela necessidade de redefinição do conceito de casamento?
6. Sabia que, nos estados americanos da Califórnia e do Maine, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi permitido no passado, tendo as normas jurídicas que permitiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo sido posteriormente revogadas?
7. Sabia que, já este mês, o Senado do Estado de Nova Iorque debateu e chumbou, por mais de 60 por cento dos votos, uma proposta de lei que tinha como objecto o alargamento do casamento a pessoas do mesmo sexo?
8. Sabia que, no Senado de Nova Iorque, os republicanos são uma minoria, e que, para além dos republicanos, também um em cada quatro dos senadores democratas votou contra a proposta que iria permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
9. Sabia que, nos EUA, já foram efectuados 31 referendos em diferentes estados, em que a população foi chamada a pronunciar-se sobre a redefinição do casamento entre pessoas do mesmo sexo?
10. Sabia que, nos 31 referendos realizados em todos eles, sem excepção, as populações rejeitaram a redefinição do conceito de casamento e a instituição do casamento homossexual?
Pedro Pestana Bastos In PÚBLICO de 14DEZ09

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009




CDS QUER MEDIDAS PARA MINIMIZAR IMPACTO EM VIANA DO CASTELO APÓS FECHO DA LEONI




O CDS-PP pediu esta sexta-feira esclarecimentos aos ministros da Economia e do Trabalho sobre as medidas que o Governo pretende implementar para combater o desemprego provocado pelo encerramento da Leoni de Viana do Castelo.

Em declarações à TSF esta sexta-feira, o democrata-cristão Abel Baptista disse que o CDS-PP quer saber o que o «Governo pretende fazer» em relação ao encerramento da fábrica de cablagem do sector automóvel Leoni em Viana do Castelo, que deixa no desemprego mais de 600 trabalhadores.

Para encontrar soluções em termos de emprego, é necessário saber se o Ministério da Economia, liderado por Vieira da Silva, tem perspectivas de encontrar alguma empresa capaz de poder dar emprego aos 600 trabalhadores em causa, defendeu.

Abel Baptista acrescentou que também seria importante saber se o Ministério do Trabalho, tutelado por Helena André, tem por exemplo prevista alguma acção de formação profissional para que aqueles trabalhadores possam encontrar emprego noutra área.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Jorge Ferreira era advogado de profissão, tendo a par dessa actividade sido líder parlamentar do CDS-PP entre 1996 e 1998. Durante a liderança de Manuel Monteiro no partido foi ainda vice-presidente dos democratas-cristãos, o que prolonga uma ligação com Monteiro que vinha já desde a Juventude Centrista e culmina em Novembro de 2003 com a fundação do PND (Partido da Nova Democracia).
Numa primeira reacção à morte de Jorge Ferreira, Manuel Monteiro lamentou o desaparecimento do amigo: "Na vida podemos ter amigos. O Jorge Ferreira não era um amigo, mas o amigo".Num elogio às qualidades daquele que era o seu "braço-direito" na política, Manuel Monteiro sublinhou que "se é verdade que há pessoas que se preocupam mais com o ter do que com o ser, Jorge Ferreira não se preocupava sequer em aparentar ser. Ele era autêntico, verdadeiro, leal e combativo. Foi das pessoas mais inteligentes que tive a oportunidade de conhecer em toda a minha vida".
Jorge Ferreira "era um homem brilhante, que lutou até ao fim. Mesmo sabendo que a morte se aproximava, nunca desistiu da vida", acrescentou.
CDS-PP lamenta desaparecimento de Jorge Ferreira
O CDS-PP deixou já uma nota sobre a morte de Jorge Ferreira na qual lamenta "profundamente" o desaparecimento do antigo líder parlamentar do partido (entre 1995 e 1997).
Lembrando Jorge Ferreira como um político "dedicado" e "combativo", o "CDS lamenta profundamente a sua morte e endereça à sua família as mais sentidas condolências".
"Neste momento, lembramos o percurso de muitos anos de Jorge Ferreira, primeiro na Juventude Centrista (JC) e depois no partido", declarou à Agência Lusa o secretário-geral João Almeida, para quem "Jorge Ferreira foi um dirigente muito importante numa fase difícil do partido, no início do anos 90".
"Jorge Ferreira fez parte de uma geração que renovou o partido e que fez voltar o CDS a crescer nas eleições legislativas de 1995, na sequência das quais desempenhou as funções de presidente do Grupo Parlamentar", lembrou João Almeida, acrescentando que Jorge Ferreira assumiu o cargo de líder parlamentar, "como todos os outros que exerceu na JC e no partido, com enorme dedicação e extraordinária combatividade".

domingo, 15 de novembro de 2009

JUVENTUDE POPULAR LEVA PROPOSTAS
AO PRESIDENTE De VIANA DO CASTELO
JORNAIS
DIÁRIO DO MINHO
AURORA DO LIMA



terça-feira, 10 de novembro de 2009

JP

VIANA

APRESENTA
PROJECTO


PROJECTO
JUVENTUDE POPULAR VIANA DO CASTELO


A JP está empenhada no desenvolvimento e crescimento de Viana do Castelo.
Com irreverência, dinamismo, ambição, honra, completamente livres, e com a vontade de fazer mais e melhor, vamos continuar a trabalhar defendendo sempre os interesses dos jovens Vianenses.
Após vários encontros e debates com jovens do concelho, a JP sentiu as suas dificuldades os seus problemas e as suas preocupações. Assim sendo, definimos algumas propostas e medidas que entregaremos ao Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo como um contributo que julgamos e acreditamos ser enriquecedor para a cidade de Viana do Castelo.

A JP Viana dá grande importância ao Poder Local.
Sabemos que os Municípios não têm competências legais no âmbito das políticas de juventude mas, sabemos, também, que podem e devem ser importantes alavancas de desenvolvimento e facilitadoras da fixação de jovens e casais jovens através das medidas que implementam.
O funcionamento dos órgãos de poder local, quer pelas suas competências legais, quer pelas suas áreas de intervenção, potenciam uma maior proximidade entre eleitor e eleito. Sem prejuízo da sua génese e da importância das políticas implementadas pelas Autarquias, o Poder Local no século XXI enfrenta novos desafios que só poderão ser ultrapassados com novas visões e com a introdução de métodos e de políticas inovadoras.
São várias as condicionantes actuais. As restrições ao endividamento, alguma estagnação nas receitas municipais, o aumento da idade da reforma que limita o recrutamento, uma resistência cultural à mudança, a novos métodos, a ideia de facilitismo criada com o acesso aos fundos estruturais, novos desafios resultantes das novas realidades sócio-económicas, a


evidência de um novo conceito de pobreza ou a assustadora pressão no sentido da resolução dos problemas particulares em detrimento dos problemas colectivos muito presente no Poder Local exigem a reinvenção da gestão autárquica.

Por outro lado, a necessidade de os Municípios intervirem em áreas de competência que não são a sua, condicionam, por vezes, uma equilibrada distribuição orçamental pelas áreas competências dos Municípios, decorrentes da Lei. Estes novos paradigmas exigidos num período de profunda descontinuidade, onde tudo acontece muito depressa e tudo muda imprevisivelmente, devem ser introduzidos, em grande medida, pelos próprios autarcas e onde as populações devem ter um papel activo e interventivo nas políticas municipais.
A utilização de mecanismos como o orçamento participativo ou os Conselhos Municipais consultivos como o Conselho Municipal de Juventude ou estruturas semelhantes envolvem e comprometem os cidadãos com o projecto político para o Concelho. Apesar de tudo isto e do importante trabalho que muitos autarcas desenvolvem, a grande questão nesta matéria refere-se à gestão dos recursos públicos.
Cada vez mais, é inaceitável utilizar os recursos públicos para maus investimentos ou para satisfazer egos pessoais. Responsabilidade e Rigor são dois pressupostos que devem estar sempre inerentes à gestão autárquica.
Além das premissas referidas, estamos certos que é fundamental um rejuvenescimento constante dos projectos políticos, também ao nível autárquico.



PROPOSTAS/MEDIDAS

· Instalação definitiva do Conselho Municipal de Juventude;

· Instalação de um Conselho Municipal de combate à Toxicodependência;

· Adopção do método Orçamento Participativo onde as Associações Juvenis e jovens definem a que projectos e políticas devem ser afectados uma percentagem do orçamento municipal;

· Parcerias com os fornecedores do Município para, no âmbito da responsabilidade social das empresas, financiamento de iniciativas como, por exemplo, a informatização das escolas e a diminuição do rácio aluno/computador porque é justo e legitimo que quem factura milhares ou milhões de euros enquanto fornecedor do Município deve contribuir para projectos de âmbito social;

· Discriminação positiva nos licenciamentos, taxas e licenças para habitações de jovens e casais jovens;

· Discriminação positiva nas taxas para instalação de empresas cujos donos são jovens;


· Discriminação positiva nas taxas de publicidade, recolha de resíduos ou ocupação da via pública em empresas que empreguem jovens abaixo dos 30 anos, com majorações sucessivas tendo em conta o aumento desses empregados jovens;


· Criação de fundos imobiliários para requalificação de habitações devolutas nos centros urbanos a serem ocupadas por jovens ou casais jovens em regime de arrendamento ou aquisição definitiva, com responsabilidade tripartida entre cidadão, Município e Governo;

· Agilização dos mecanismos de ordenamento do território para que sejam facilitadores da fixação de jovens, criando bolsas de fixação para jovens nos Planos Directores Municipais;

· Criação de Gabinete de Apoio ao Investidor que tenha gestores de projectos que dão seguimento e resposta a todos os requisitos burocráticos para qualquer jovem que queira instalar uma empresa no Concelho;

· Criação de ninhos de empresas e de incubadoras de ideias orientadas para as novas tecnologias e novas economias, tendo em conta análises prévias sobre as necessidades a médio prazo do Concelho;

· Implementação do Cartão Jovem Municipal com benefícios e descontos para a juventude do Concelho.

· Criação de uma bolsa de emprego jovem concelhia, apoiada por um site feito em parceria com os empresários do Concelho, onde seja possível divulgar as ofertas de emprego e que tenha por base, também, uma análise prévia com as principais necessidades concelhias a médio prazo;

· Realização da Semana da Juventude anual que vá muito além da organização de concertos e da actuação de bandas ou dj`s. Uma semana que além da vertente lúdica que deve ter, deve promover espaços de debate, com convidados especialistas nas diversas áreas que dizem mais respeito aos jovens do Concelho, podendo esta semana ser itinerante, variando entre freguesias de ano para ano;



· Implementar as Oficinas de Criação Municipais. Espaços que devem ter os instrumentos necessários para que os jovens criadores do Concelho possam desenvolver a sua arte e ideias no âmbito da escultura, pintura ou musica podendo daqui resultar exposições itinerantes por todo o Concelho;

· Elaborar um Regulamento de Apoio às Entidades e Agentes Desportivos que majore os apoios aos clubes pelo número de crianças, adolescentes e jovens que estão nos escalões de formação e que majore, também, o nível de qualificação dos técnicos de cada escalão. Quanto mais qualificação e quanto maior o nível mais apoio tem;

• Criação do Gabinete Verde onde se poderá realizar recolhas de óleos alimentares usados nos restaurantes, bares, hotéis e cantinas escolares, recolha telemóveis e tinteiros, alem disso Criar o Observatório Municipal do Ambiente onde, em parceria com as Instituições do Concelho com actividade na área do ambiente, as Escolas, as Ecotecas, o Município seja um pólo dinamizador de actividades que promovam a sustentabilidade ambiental futura do Concelho e garanta uma eficaz gestão dos recursos ambientais;


A Comissão Politica da Juventude Popular de Viana do Castelo






sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ponte Eiffel: Travessia reabriu há dois anos mas continua cheia de problemas


Written by Ivone Marques
30-Out-2009 às 12:15

Há precisamente dois anos reabriu ao trânsito a circulação na centenária Ponte Eiffel de Viana do Castelo, isto depois de 21 longos meses de encerramento do tabuleiro rodoviário para obras. O certo é que, dois anos depois, uma ponte que deveria estar como nova, apresenta diversos problemas, sendo um dos mais visíveis o estado degradante do piso. A Junta de Freguesia de Darque tem anotado as queixas, tanto de populares, como da Comissão de Utentes e até de responsáveis partidários, e já fez questão de as transmitir à duas entidades que tutelam esta travessia, tal como confirmou à Geice o autarca Joaquim Perre.


Recorde-se que, nas obras de reforço e alargamento da Ponte Eiffel foram gastos cerca de 14 milhões de euros. Dois anos depois de ter reaberto à circulação, a data não é festejada, até porque têm crescido as queixas dos utentes acerca do seu estado de conservação, principalmente no que diz respeito ao tabuleiro rodoviário.A circulação na ponte Eiffel de Viana do Castelo está restringida a 30 quilómetros por hora, mas a PSP local já admitiu que "ninguém respeita estes limites", tendo mesmo chegado a defender a instalação de radares na estrutura. Recorde-se que a ponte metálica de Viana do Castelo foi concebida pelo francês Gustave Eiffel e abriu oficialmente a 30 de Junho de 1878.

Viana recebe prémio de Turismo
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Written by Rubina Jassat
31-Out-2009 às 00:00RadioGeice

Viana do Castelo vai receber este Sábado o Swiss Tourism Award 2009, um prémio pelo turismo de qualidade do concelho na Europa. A cerimónia no Salão Internacional de Lugano, conta com a presença das mais altas individualidades do turismo suíço. O galardão que, segundo a organização, “é o reconhecimento oficial da Suiça e um incentivo ao desenvolvimento turístico de Viana do Castelo”, pretende promover o turismo de alta qualidade, proteger e enaltecer o património natural e cultural e fomentar a competitividade e a excelência dos serviços prestados.

“Depois de uma cuidadosa avaliação” foi seleccionada a cidade de Viana do Castelo prestigiando a qualidade ambiental, cultural e turística de Viana do Castelo, de acordo com o Comité Científico, que deliberou a entrega do prémio.Viana do Castelo, que tem marcado presença na feira por convite da organização, tem vindo a registar retornos da aposta no mercado italiano, já que foram contabilizados 1500 visitantes de Itália por ano em Viana do Castelo, tal como o mercado suíço, que quase duplicou desde a primeira participação de Viana do Castelo em Lugano, de acordo com a autarquia de Viana do Castelo, que estará presente para receber o prémio mas também com uma participação de destaque na feira, com a introdução de uma página sobre a cidade no site oficial e no Guia Turístico do Salão, editado em italiano. As cidades de Évora, Guimarães e Bragança já foram também galardoadas.

Movimento contra portagens extingue-se

"Chegou a hora dos políticos."

00h30m JN

LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA

"Chegou a hora dos políticos." Com a afirmação, Jorge Teixeira, do Movimento Alto Minho Contra Novas Portagens, sintetizou a razão que motivou, ontem, a extinção da estrutura criada em 2004 para lutar contra a instalação de portagens na auto-estrada que liga o Alto Minho ao Porto (A28).

"Tivemos sempre palmadinhas nas costas mas, efectivamente, ninguém fez nada para alterar a situação", assinalou, considerando a extinção do movimento "um sinal claro a ser dado aos políticos que fizeram jogo duplo".

Acrescentou que, nas Legislativas de Setembro passado, a votação de vianenses e alto-minhotos "foi, em maioria, nos partidos que defendem e sempre defenderam a implementação de portagens, o PS e o PSD, pelo que o movimento entende que deixou de ter legitimidade para continuar a desenvolver iniciativas".

Sobre a questão, José Carlos Barbosa, da estrutura, disse que os elementos do movimento estão disponíveis para, a título individual, participar "em todas as manifestações que venham a ser organizadas, designadamente, as que venham a ser desenvolvidas pelos deputados eleitos pelo distrito". Luís Louro, do movimento, acrescentaria: "Os políticos não podem refugiar-se atrás dos movimentos cívicos. O que é preciso é que tenham a coragem de dar o primeiro passo".

sábado, 24 de outubro de 2009

Jovens consomem menos drogas e mais álcool

00h30m

Vítor Pinto Basto

O Instituto da Droga e da Toxicodependência, presidido pelo médico João Goulão, vai apresentar, em meados do próximo mês, à Comissão permanente da Saúde (quando ela estiver constituída) um documento sobre o que se está a passar, nessa área, em Portugal.

foto Arquivo JN
Jovens consomem menos drogas e mais álcool

Um dos seus pontos essenciais, admitiu, ontem, ao JN, é um desvio do consumo da juventude: "Os jovens estão a consumir menos substâncias ilícitas mas a beber mais álcool".

Qual o seu comentário ao número de apreensões de canábis em Portugal?

Esse número significa um aumento da eficácia das forças policiais. Há uma maior articulação entre essas forças e as suas congéneres de outros países, que tem permitido a identificação de redes de tráfico a níveis superiores. Porém, apesar de estarem a ser apanhadas mais substâncias ilícitas, as apreensões são muito inferiores às quantidades que circulam.

Está a consumir-se mais canábis em Portugal?

Em termos de consumo, o canábis continua a ser a substância ilícita mais consumida em Portugal. De qualquer modo, os números que temos apontam para uma diminuição do consumo, em Portugal, de todas as substâncias ilícitas, sobretudo entre os jovens. Essa diminuição deve-se aos esforços conjugados das entidades que se dedicam à redução da oferta (forças policiais e aduaneiras) e às que se dedicam à redução da procura (as que trabalham na prevenção, no tratamento, na redução da danos e na reinserção social dos toxicodependentes).

O menor consumo de droga pelos jovens estará relacionado com o facto de eles se terem virado para o álcool?

Infelizmente, há algum desvio dos jovens para o consumo do álcool. Mas também penso que essa diminuição de consumo de substâncias ilícitas estará relacionada com o trabalho desenvolvido na prevenção dos consumos. Actualmente, os jovens recusam a heroína porque viram a destruição que essa droga fez nas pessoas da geração anterior.

O canábis deveria ser descriminalizado?

O consumo de droga, em Portugal, desde 2001, não é crime mas mantém-se penalizado num quadro de contra-ordenações. Considero que esse é o quadro adequado no momento actual de desenvolvimento da sociedade portuguesa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Professores vão dar explicações "online"

17h53mJN

Os alunos da Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, vão dispor, a partir de 26 de Outubro, de explicações "online" facultadas pelos próprios professores.

"Na sua casa, à noite, o aluno poderá usufruir de um apoio tutorial 'online', para esclarecer uma dúvida, aprofundar um conteúdo disciplinar ou ver o seu exercício corrigido por um professor da disciplina", explicou a directora pedagógica Primavera Alves.

Segundo a responsável, esse apoio poderá ser prestado "em directo", via chat ou Messenger, ou "em diferido", através de e-mail.

"Trata-se de um novo serviço da escola, aplicando as TIC [Tecnologias de Informação e Conhecimento] no processo de ensino e aprendizagem", disse.

Escola com 121 anos

Primavera Alves falava no decorrer da sessão solene comemorativa dos 121 anos da Escola Secundária de Monserrate, uma escola que está em "profundas obras de remodelação", uma empreitada avaliada em 14 milhões de euros e que, de acordo com o director, José Carvalhido da Ponte, deverá estar concluída em Abril de 2011.

As obras permitirão duplicar o espaço escolar dos actuais sete mil para 14 mil metros quadrados.

O projecto foi desenhado pelo arquitecto Marques Franco, que disse hoje à Lusa que a obra decorrerá por fases, estando prevista, já para Janeiro, a conclusão da zona dos laboratórios, oficinas e salas de arte, com "tecnologia de última geração".

"Fomos copiar o melhor que há no mundo", garantiu.

Em Maio deverão estar concluídos a cantina e o bar, "que farão inveja a muitos estabelecimentos comerciais da cidade", bem como o centro de aprendizagem e a biblioteca.

Para Setembro, está previsto o início da intervenção na zona das salas de aula.

Marques Franco sublinhou as "soluções inovadoras" e de eficiência energética projectadas para a escola, como o aproveitamento das águas pluviais para os autoclismos e a instalação de painéis solares e fotovoltaicos.

A escola passará também a dispor de um ginásio, com salas de aeróbica, RPM e musculação, "iguais ou melhores" do que os que existem no mercado.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Há pressões nos noticiários Directores reconhecem que há interferências do poder político e tentativas para condicionar

ALEXANDRA MARQUES(JN)



Na conferência do 50.º aniversário do "Telejornal", ex-assessores e directores de informação falaram de ingerências políticas. E Estrela Serrano, membro da ERC, defendeu que, em certos casos, Belém ou S. Bento devem pressionar os "média".
Estrela Serrano, dez anos assessora de Mário Soares em Belém e membro da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), disse ontem ser legítimo que os políticos telefonem aos responsáveis pela informação nos "media".
Primeiro, disse que "nenhum presidente ou primeiro-ministro consegue controlar uma redacção, mas pode pressionar e deve pressionar se a notícia não for bem dada". Antes de questionar: "Qual é o problema de um assessor telefonar ao director ou ao editor por o jornalista ter dado mal uma notícia?"
Foi óbvia a ligação a notícias sobre telefonemas de assessores de Sócrates - Luís Bernardo, um deles, também convidado cancelou minutos antes. A oradora prosseguiu contando que Soares "tinha fúrias" quando tal acontecia, e dizia: "Telefona-me aí a esse malandro", convencendo-o ela a não o fazer.
Serrano advogou ainda não ser possível controlar todos os que fazem a notícia. Uma teoria subscrita pelo director de Informação da RTP: "Se alguém quer condicionar, tem de condicionar muita gente ao mesmo tempo".
Para Joaquim Letria, há muito que "o Telejornal depende do Governo do dia". "Este exerce pressão sobre a estação estatal, sobre quem nomeou e que tutela", referiu o ex-assessor de Ramalho Eanes. Júlio Magalhães, agora director de Informação da TVI, disse que, quando estava na RTP, sabia de antemão quem seria editor e director, caso ganhasse o PS ou o PSD.
Incomodado José Alberto Carvalho com a "litigância e a desconfiança" do espectador com a RTP ao nível político-partidário, uma "nuvem" constante, Magalhães respondeu: "Essa nuvem não vem dos espectadores nem dos concorrentes, mas do poder político e dos grupos económicos que exercem os mesmos condicionamentos e pressões". Letria já tinha dito: "Há formas muito mais poderosas e eficazes de controlar as televisões: cruzamento de interesses, favores, favorecimentos e dificultações de negócios". Luís Marques, ex-administrador da RTP, agora da SIC, resumiu não se tratar de "fazer fretes", mas da relação da RTP com o poder que a tutela e que colide com o que deve ser o jornalismo.

Autistas ensaiam manobras radicais

Ontem

LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA



A integração foi o mote da iniciativa ontem participada por perto de 20 crianças autistas. Após viagens de comboio e autocarro, vestiram um fato de mergulho e praticaram, pela primeira vez, bodyboard. "Uma experiência única para muitos deles."

Maravilharam-se com a paisagem que fugia pelos vidros do comboio mas assustaram-se, alguns, quando se viram na praia do Cabedelo, em Viana do Castelo, com o mar a curta distância.

Pedro, de oito anos, não tirava os olhos das ondas desde que saíra do autocarro, recusando-se, peremptoriamente, a entrar na água. "Quero ir para casa! Já, mãe!" Apesar do apelo, momentos depois o menor vestia um fato de neoprene e, munido de uma prancha de bodyboard, saltava sobre a rebentação e entrava na água, a exemplo das restantes crianças que, a princípio, recearam tomar parte na brincadeira.

"Ninguém consegue explicar, mas as expressões deles mudam quando estão na água. Interagem melhor connosco dentro da água, além de se notar que estão muito mais felizes", explicou Raquel Abreu, psicóloga da Associação de Amigos do Autismo (AMA), entidade que promoveu a iniciativa com os olhos postos na integração social dos menores.

"Trata-se de facultar a estas crianças as oportunidades que lhes são, muitas vezes, privadas, devido a alterações de comportamento", continuou a responsável pela actividade de ontem e terapeuta da associação, Gisela Brás, acentuando que a proposta teve, também, por meta sensibilizar a comunidade para a problemática.

Para Sérgio Martins, voluntário da AMA e com perto de 30 anos de trabalho ligado à reabilitação de pessoas com deficiência, a proposta levada a efeito assemelhou-se "quase a uma aventura". E assinala: "em termos de reabilitação, muito está por fazer. No que concerne ao autismo então nem se fala". Docente e pai de uma criança autista, Jorge Cruz aludiria mesmo à terapia da água como "fundamental" para a integração: "é um meio onde eles se sentem mais à vontade. Mais livres".

Assegurando que a colectividade pretende dinamizar um conjunto de desportos "onde eles se possam sentir bem", caso da hipoterapia, o presidente da AMA, Marco Reis, vincou que a proposta não representa qualquer custo para as famílias. "As pessoas não têm de pagar nada pelas actividades, só assim é que se consegue a igualdade de oportunidades", asseverou, considerando para tal necessário "vencer complexos, muitos das próprias famílias".